Club Setubalense   [10-13 20h] 20h30m Quinta-feira   13 Outubro 2011 Crise – consequências e desafios

  TERTÚLIA da CIDADANIA

Engº Joel Hasse Ferreira,
Prof. Carlos Vieira de Faria,
Drª.Helena de Sousa Freitas,
Prof. Eugenio Fonseca,
Prof. Viriato Soromenho Marques,
Dr. Jorge Nunes
(ausente)
Debate sobre a CRISE -  5ªfeira, dia 13 de Outubro, pelas 20.00 horas, realiza-se nas instalações do Club Setubalense (Av. Luísa Todi , 99, 1º) um debate subordinado ao tema “ Crise – consequências e desafios”.
Prof. Carlos Vieira de Faria, Dr. Eugénio Fonseca, Engº. Joel Hasse Ferreira, Dr. Jorge Nunes e Prof Viriato Soromenho Marques. A moderação estará a cargo da jornalista Drª Helena de Sousa Freitas. Numa altura em que a CRISE e as suas consequências constituem uma preocupação transversal a toda a nossa sociedade, um grupo de amigos, na sequência de discussões e troca de informação e comentários sobre esta problemática, achou por bem criar um pequeno núcleo de trabalho constituído por pessoas que, duma perspectiva de cidadãos independentes tentassem transformar a sua reflexão num amplo debate público, iniciativa a que o Club Setubalense aderiu.
As causas da CRISE virão certamente já de longe, são passado; as consequências, estão à vista, vivemo-las a cada dia; os desafios que propõe, esses sim, são presente e também futuro, cheios de interrogações: - Que mudanças de mentalidade, de atitude, de paradigma? Que confiança, que empreendedorismo, que valores , que auto-estima? Sobre estas questões se reflectirá neste debate no Club Setubalense, com o concurso dum excelente painel, o qual com a sua qualidade e com a diversidade das formações e experiências das personalidades que o constituem, certamente o irão animar e enriquecer significativamente. Ninguém pode ficar indiferente. O grupo de trabalho, constituído por, Alexandrina Pereira, Helena Fragôso de Mattos e Manuel Malheiros, em conjunto com o Club Setubalense, agradece o apoio das seguintes entidades: Caixa Geral de Depósitos, Câmara Municipal de Setúbal, Casa Ermelinda de Freitas, Escola de Hotelaria de Setúbal e Secil.
 

Conferência-debate no Club Setubalense 
http://www.osetubalense.pt/noticia.asp?idEdicao=700&id=23530&idSeccao=5152&Action=noticia

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Estudiosos, políticos e beneméritos setubalenses lançam pistas sobre a crise

O presidente da Cáritas Diocesana de Setúbal e da Cáritas Portuguesa, Eugénio Fonseca; o sociólogo Carlos Vieira de Faria; o ex-deputado socialista Joel Hasse Ferreira; e o professor catedrático de filosofia e ambientalista, Viriato Soromenho Marques, reuniram-se, na passada quinta-feira, no Club Setubalense, para um debate, aberto ao público em geral, sobre “A crise – consequências e desafios”.

Recentemente agraciado com a Medalha de Mérito Distrital, Eugénio da Fonseca, mostrou, publicamente, na passada quinta-feira, a sua preocupação por esta ser “uma crise global cuja duração é imprevisível”. Para o presidente da Cáritas Portuguesa, o aumento do desemprego, o crescimento do défice público e a diminuição do consumo, são algumas das consequências mais evidentes da crise económica, que, de acordo com o Banco Mundial, já criou 60 milhões de pobres, número que Eugénio Fonseca crê que vai aumentar. “Estou convencido que não vamos ficar só por este número”, expressou, afirmando ainda que “tendo em conta o número de desempregados em Portugal, haverá já mais de 2 milhões de pobres no país”.

O benemérito setubalense, explicou que a pobreza nacional é diferente de outros países europeus, porque é geracional, ou seja, “as pessoas nascem e vivem como pobres e transmitem a pobreza como herança”. Além disso, mais de um quarto da população que vivia, antes da crise, em risco de pobreza (17,7% da população), eram trabalhadores por conta de outrem, dado que os rendimentos que auferiam eram demasiado baixos. Daí que a situação se tenha complicado mais depressa em Portugal, “porque já vivíamos uma situação muito específica”, lançou o responsável.

Ainda assim, o dirigente alegou que “poderá valer a pena sofrer estes enormes sacrifícios, se conseguirmos mudar de paradigma”, pois “a crise está a dar-nos indicações para mudarmos de vida. Mudar a forma como funcionam os organismos públicos; vencer a irracionalidade das bolhas especulativas; regular o comércio”; etc., disse.

Eugénio da Fonseca concluiu que “se não fosse o labor das associações de solidariedade social, hoje, os nossos concidadãos estariam a viver em condições ainda mais gravosas” e alertou ainda para o facto de haver “milhares de famílias em Portugal que estão a precisar do mínimo para viverem condignamente”.

Mais fatalista, Viriato Soromenho Marques, fala num “vórtice apocalíptico” para o qual estamos “na eminência de entrar” e comparou mesmo a crise às invasões francesas do século XIX. “É uma humilhação, só comparável às invasões francesas, ter 30 ou 40 pessoas de uma entidade internacional a inspeccionar os nossos bancos”, afirmou.

O professor catedrático de filosofia, ex-membro do Conselho de Imprensa e do Conselho Económico e Social, culpabiliza os governantes nacionais. “Estamos a ser governados por pessoas com um grau de avaliação sistémica muito baixo”, com “uma visão medíocre e desastrosa do que é a política como gestão económica”, disse, alegando que “um bom político faz o que é necessário para o bem comum”.

Para o estudioso e ambientalista, que já presidiu a organização nacional da Quercus, foi uma “visão moralista” que levou a que o problema da crise, que era “gerível”, se tornasse “complicado”. “O diagnóstico moralista do programa da troika, segundo o qual as pessoas viveram acima das suas possibilidades, conduziu a esta austeridade punitiva”, explicou. Uma das possíveis soluções alternativas a essa austeridade punitiva, passa, de acordo com Soromenho Marques, pela criação de um orçamento para a União Europeia. “Temos moeda única, mas não temos orçamento. É ridículo!”, considera. “Precisamos de um federalismo fiscal, em que uma parte comum dos impostos deve ir para o tesouro europeu, para permitir que o governo europeu possa criar, por exemplo, programas de emprego, de energia, etc., a nível europeu”, acrescentou.

ECONOMIA Para o ex-deputado socialista, por Setúbal, Joel Hasse Ferreira, esta crise “põe em causa o modelo do estado europeu e os métodos democráticos”. O político, licenciado em engenharia civil, considera que é preciso criar “mecanismos eficazes de decisão na Europa” e “avançar com uma governação económica europeia”. Além disso, são necessárias “medidas de incentivo à economia”, algo que, segundo Hasse Ferreira, ainda não foi apresentado por este governo do PSD. “Se despedimos pessoas, se diminuímos as pensões, se não há procura, é preciso medidas de incentivo”, refere, lembrando que o país está numa “zona ultra marginalizada”, sendo que “as previsões internacionais apontam para o crescimento negativo de dois países: Portugal e Grécia”. O ex-deputado aponta alguns “sinais de esperança no mundo”, como “o Brasil, a China e a Índia”, assim como o que chama de “primaveras árabes”. “É preciso que não percamos a força nem a vontade, embora Portugal vá pagar caro por isto…não há milagres!”, rematou.

Vera Gomes

 

 

 

 

 

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http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI5406892-EI8177,00.html
A aprovação no Senado dos Estados Unidos do projeto de lei que visa punir a China por manipular sua moeda é "uma distorção
grave das regras da OMC", declarou nesta quarta-feira o ministério chinês das Relações Exteriores. "É uma distorção grave das regras
(da Organização Mundial do Comércio),
que não vai resolver os problemas da economia e do desemprego" nos Estados Unidos, mas que "bloqueará os esforços em prol de
uma forte recuperação no mundo", destaca o site do ministério.
"O Senado americano criou uma verdadeira bomba-relógio capaz de provocar uma guerra comercial entre as duas maiores economias
do mundo", estimou a agência oficial Nova China. "Como no passado,
o Senado optou pelo remédio equivocado para curar um problema econômico crônico" nos EUA, afirmou a agência, em referência ao superávit comercial
chinês com os Estados Unidos.
Os senadores americanos "fazem da China um bode expiatório dos problemas internos do país antes das eleições presidenciais do próximo ano", denuncia a agência.
O Senado americano aprovou nesta terça-feira um projeto que busca penalizar a China por manipular o valor do iuane para inflar
suas exportações. Com o projeto, os senadores buscam levar o Tesouro a acusar formalmente Pequim de manipular sua moeda, e prevêem sanções.

http://sicnoticias.sapo.pt/Lusa/2011/10/12/eua-aprovacao-de-projeto-de-lei-contra-a-china-pode-provocar-guerra-comercial

Pequim, 12 out (Lusa) - A adoção pelo Senado americano de um projeto de lei para punir a China por alegada manipulação cambial
com vista a aumentar as suas exportações, pode provocar uma "guerra comercial"  entre os dois país, revela hoje a Xinhua.
"O Senado americano criou uma bomba suscetível de originar uma guerra comercial  entre as duas primeiras economias mundiais", escreveu a agência oficial chinesa.
Para a Xinhua, "tal como noutras ocasiões anteriores, o Senado escolheu o remédio errado para tentar curar" os problemas crónicos da economia americana".

 

 

 

 

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